O Índice Geral de Preços do Mercado, representado pela sigla IGP-M, é usado para calcular reajustes de contratos de aluguel. A Fundação Getúlio Vargas, FGV, é a responsável por medir e calcular o IGP-M mensalmente, desde 1940.

Mas, além desta função de ser a base de cálculo ao reajustar um aluguel, o índice também é usado para medir uma cesta de bens e serviços, sendo um indicar muito importante da atividade econômica no Brasil. Isto porque ele é considerado um índice mais amplo do que os outros indicadores, já que abrange mais etapas e estágios da cadeia produtiva.

Como é feito o cálculo do IGP-M

O IGP-M leva em consideração três índices, sendo a média aritmética entre:
IPA-M: Índice de Preços por Atacado – Mercado com peso de 60%
IPC-M: Índice de Preços ao Consumidor – Mercado com peso de 30%
INCC-M: Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado com peso de 10%
As pesquisas feitas pela FGV são sempre entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, e permitem acompanhar a evolução dos produtos e serviços.

IGP-M e aluguel

O IGP-M é popularmente chamado de “inflação do aluguel”, já que grande parte dos contratos de aluguel têm o seu reajuste baseado neste índice. Mas, alguns locadores optam pelo reajuste dos contratos com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A média dos valores registrados pelo IGP-M durante um ano é chamado de IGP-M acumulado, e ele serve, principalmente, para ser acompanhado por quem tem contrato de aluguel que é corrigido com base neste índice.

O IGP-M exerce influência diretas nas finanças, pois está relacionado a gastos do dia a dia, como um indexador de contratos, ou seja, além de ser base para o reajuste de aluguel, também serve para a educação (mensalidades de escolas e universidades), tarifa da energia elétrica, seguros, planos de saúde, entre outros. No âmbito dos investimentos, este índice também está associado a várias aplicações. Por isso, é fundamental entender o que é o IGP-M!