Como será o futuro do mercado imobiliário pós Covid-19?

Muitas opiniões, afirmações, mas nenhuma previsão concreta.

Como está o Mercado Imobiliário hoje e como será depois que tudo isso passar? O que de fato você mudou em sua rotina e empresas para se adaptar ao momento atual e sobreviver ao futuro?

O fato é que o mercado imobiliário não parou totalmente nesse momento, negócios continuam a ser gerados e os profissionais e empresas que se adaptaram têm se sobressaído.

Podemos afirmar que mudanças vieram pra ficar. Aqueles processos que já estavam há algum tempo na “zona de conforto”, com a mudança sempre protelada, tiveram que ser reinventados.

A crise trouxe a necessidade imediata de uma mudança de lógica e metodologia.

Prova disto foi a forma com que a tecnologia avançou no mercado imobiliário em poucos dias. Temos, agora, contratos imobiliários sendo assinados 100% online, economizando tempo e dinheiro para ambas as partes.

Apresentações e tours virtuais são ferramentas fundamentais que economizam o tempo das pessoas – um dos “ativos” mais importantes que temos atualmente. Habilidades digitais não são mais um fator de diferenciação, já são fatores essenciais nesse momento.

Realmente as crises geram inovações e oportunidades para quem está disposto a ver a situação com “outros olhos”

No começo de 2020, todos apontavam o que seria “o ano do mercado imobiliário”, com recordes de lançamentos programados, mercado aquecido e expectativa altíssima, um novo “boom”.

Para entender, vamos “voltar” ao cenário de 2010, último boom que tivemos no Brasil. O mercado estava em seu auge, imóveis haviam virado “comodities”, em que investidores e especuladores adquiriram imóveis somente por valor de metro quadrado, buscando ter um grande rendimento a curto prazo.

Em 2015, pela última crise econômica, a oferta foi maior que a demanda pelos altos preços dos imóveis.

De lá para cá, o mercado imobiliário já mudou muito

Mudanças na forma como os imóveis são desenvolvidos, baseados em suprir as expectativas, desejos, anseios e frustrações desse novo consumidor, a cada dia mais exigente.

Essa última crise realmente nos trouxe projetos mais criativos, buscando uma qualidade de vida maior para as novas moradias.

Além disto, um atendimento customizado e personalizado para o cliente, podendo assim entender as reais necessidades dos cliente para melhor atendê-lo.

A crise de hoje, gerada pela pandemia do novo coronavírus, nos prepara para ser mais “fortes” e qualificados.

Muita coisa nova ainda está por vir, e quem ganha com isso é toda a cadeia de incorporadores, construtoras, imobiliárias e consumidores por terem processos, serviços e produtos com muito mais valor. Com certeza que seguir essa linha de pensamento irá se adaptar e mudar para um novo mercado.

Outro fator que aquece nossos ânimos é a última reunião do Copom, que reduziu a Selic para 3%, e existem rumores de baixarem ainda mais esse ano.

Isso impacta diretamente nos financiamentos habitacionais, reduzindo as taxas de juros. Consequentemente, tornando a compra do imóvel mais acessível, por terem parcelas mais baixas.

Sem falar que o imóveis se tornam bem mais atrativos para investir do que outros investimentos – como poupança e renda fixa, que atualmente apresentam uma rentabilidade baixíssima comparado com a rentabilidade de alugueis e valorização do imóvel.

São fatores que sem dúvida alguma irão impactar na valorização e crescimento do mercado imobiliário como um todo, como aumenta a demanda e reduz a oferta, os valores tendem à subir.

Caixa Econômica Federal soltou um “bônus” para novos contratos habitacionais, o cliente ganhará seis meses de carência para pagar a 1º parcela do seu imóvel. Trazendo mais um grande incentivo nesse momento.

Se, por um lado, não sabemos de fato como será o futuro pós-Covid-19, por outro, aprendemos que momentos de crises criam comportamentos novos, que podem gerar soluções e resultados incríveis, mesmo diante de um cenário incerto.

por Antônio Carlos Moura, Diretor da ADM Imóveis e Filiado LIDE Futuro Goiás.